Termopares Termoelemento condutor

Termopares, Termoelemento condutor, introdução:

Dentre os mais de 100 elementos químicos existentes na natureza, cerca de setenta se distinguem por propriedades físico químicas bem características, apesar das diferenças físicas existentes entro si. Tais elementos são os metais.

TEORIA TERMOELÉTRICA

As mencionadas propriedades características se fazem notar principalmente, no estado sólido e são:

  1. densidade elevada (decorrente do arranjo muito compacto dos átomos);
  2. elevado poder refletor (de onde advém o brilho dito metálico);
  3. boa condutibilidade térmica e excelente condutividade elétrica (essas três últimas propriedades decorrentes da existência de “elétrons livres” em abundância).

Observação ‑ denominam‑se “elétrons livres”, os elétrons que se distinguem pela grande mobilidade que exibem no interior e na superfície dos metais.

São elétrons fracamente ligados aos átomos de origem, sendo que a própria agitação térmica natural da molécula, os desprende de suas órbitas atômicas.

Estes elétrons livres constituem um verdadeiro “gás eletrônico”, que ocupa o espaço vazio entre os átomos.

Termopares Termoelemento condutor metálico

Em nível elementar, admite‑se uma teoria clássica que encontra conformação experimental satisfatória e que exporemos a seguir:

Metais são condutores eletrônicos, admite‑se que, em média, cada átomo contribua com um elétron livre (elétrons de condução, que migra de um átomo para outro, através do condutor).

Seja dado um condutor homogêneo, em forma de fio, com secção transversal invariável “S” e comprimento “I”. Aplicando a este condutor uma tensão “U”, o campo elétrico “E” que se estabelece dentro dele tem intensidade:

  →                 U

│E│=  ──

           I

Por efeito desse campo, os elétrons livres do condutor ficam sujeitos a forças que os impulsionam através do condutor. A força de campo que age em cada elétron é:

  →           

│F│= ( – e )

E ou, em valor absoluto:

                   →       U

       F = e. │E│= e ──                sendo: e= carga do elétron

                                                                              I

Se os elétrons se movessem em amplo espaço vazio, eles adquiririam velocidade cada vez maior, no entanto, o espaço disponível entre os átomos e este espaço é exíguo, mesmo em confronto com as dimensões atômicas.

Acompanhemos um elétron qualquer que acaba de ser liberado do por um átomo: ele é acelerado pelo campo a adquire energia cinética até chocar‑se com outro átomo. Apresentam‑se duas alternativas: o átomo captura o elétron e possivelmente, libera outro, ou então, o átomo reflete o elétron. Em qualquer caso, o átomo retém grande parte da energia cinética do elétron e o processo recomeça: o elétron é acelerado pelo campo e no choque com outro átomo perde energia cinética. Como resultado desse processo, os elétrons livres não adquirem velocidades elevadas e a agitação térmica dos átomos aumenta se o condutor não ceder calor ao ambiente (efeito Joule).

Consideremos dois corpos constituídos por isolantes distintos (1) e (2) e em contato um com o outro. Via de regra, substâncias diferentes manifestam diferentes “afinidades” por elétrons; isto explica a formação de uma dupla película elétrica na superfície de contato. Na figura 9, representamos o caso em que elétrons passam mais facilmente de (1) para (2) do que, de (2) para (1). A substância (1) cede elétrons à substância (2), junto á superfície de contato forma-se uma película positiva no meio (1), uma película elétrica negativa no meio (2). Estas películas originam um campo elétrico dirigido de (1) para (2); nos elétrons da região limítrofe deste campo exercem forças dirigidas de (2) para (1) e que terminam por sustar a transferência de elétrons de (1) para (2). Estabelece desta forma um estado de equilíbrio no qual a diferença do potencial entre os meios (1) e (2) é função do campo elétrico. Dentre dois isolantes postos, em contato, eletriza‑se com carga positiva aquele que apresenta permitividade mais elevada; liberta elétrons com maior facilidade o isolante mais polarizável. A tensão de contato é U12= V1- V2 entre os, corpos (1) e (2), e é U21 = V2 ‑ V1 entre os corpos (2) e (1); portanto U12 = ‑ U21.

De modo geral, concluímos: salvo exceções, quando temos em contato corpos distintos quaisquer (isolantes, metais, eletrólitos), surgem entre eles uma diferença de potencial, o efeito é chamado efeito Volta (1973).

Utilização dos termopares nas atmosferas existentes em processos industriais

Existem várias combinações de 2 metais condutores operando como termopares. As combinações de fios devem possuir uma relação razoavelmente linear entre temperatura e f.e.m.; devem desenvolver uma f.e.m. por grau de mudança de temperatura, que seja detectável pelos equipamentos normais de medição.

Foram desenvolvidas diversas combinações de pares de Ligas Metálicas, desde os mais corriqueiros de uso industrial, até os mais sofisticados para uso especial ou restrito a laboratório.

Essas combinações foram feitas de modo a se obter uma alta potência termoelétrica, aliando se ainda as melhores características como homogeneidade dos fios e resistência à corrosão, na faixa de utilização, assim cada tipo de termopar tem uma faixa de temperatura ideal de trabalho, que deve ser respeitada, para que se tenha a maior vida útil do mesmo.

Podemos dividir os termopares em três grupos, a saber:

Termopares Básicos
Termopares Nobres
Termopares Especiais

Termopar Básico Tipo CuCo “T” Cobre / Constantan

São assim chamados os termopares de maior uso industrial, em que os fios são de custo relativamente baixo e/ou sua aplicação admite um limite de erro maior.

TIPO “T” adotada Norma ANSI Cobre – Constantan

Cu (+) Cobre: Elemento formado de Cobre 99,9%.

Co (-) Constantan: Elemento formado por Cobre 58% e Níquel 42% (com variações nestes valores dependendo fabricante).

T adotada pela Norma ANSI / CuCo.

Características:

  1. Muito embora as tabelas de normas e limites de erro indiquem faixas definidas em laboratório, na prática é recomendável o seu uso na faixa
    de -200 à +260°C.
  2. Estes termopares são adequados para uso em temperaturas negativas e ambientes úmidos.
  3. Pode ser utilizado em atmosferas a vácuo, inertes, oxidantes ou redutoras.
  4. Apresenta boa precisão na faixa de utilização devido à grande homogeneidade do cobre.
  5. Em atmosferas oxidantes ou ambiente em temperaturas acima de 300°C não é recomendada pois nesta temperatura o cobre começa a se oxidar e próximo de 400°C, oxida se rapidamente.
  6. Com certas precauções a devidamente aferido, pode ser utilizado até – 262°C.
  7. Por ter uma excelente precisão em temperatura negativas e abaixo de 250°C tem preferência de uso sobre os demais. Quando expostos à umidade tem excelente comportamento.

Aplicações:

Criometria (baixas temperaturas), Indústrias de Refrigeração, Pesquisas Agronômicas e Ambientais, Química a Petroquímica.

Termopar Básico Tipo FeCo “J” Ferro / Constantan

Termopares Básicos: São assim chamados os termopares de maior uso industrial, em que os fios são de custo relativamente baixo e/ou sua aplicação admite um limite de erro maior.

TIPO “J” adotada Norma ANSI Ferro – Constantan

Fe (+) Ferro:
Elemento formado de Ferro 99,5%.

Co (-) Constantan: Elemento formado por Cobre 58% e Níquel 42% (com variações nestes valores dependendo fabricante).

J ‑ adotada pela Norma ANSI / FeCo.

Características:

  1. Muito embora as tabelas de normas e limites de erro indiquem faixas definidas em laboratório, na prática é recomendável o seu uso na faixa de 0 a 700°C.
  2. A faixa de uso dos termopares depende exclusivamente das proteções utilizadas nas montagens.
  3. Potência Termoelétrica: 5,269mV/100°C. Embora a sua potência termoelétrica seja menor que a milivoltagem do termopar Cromel – Constantan tipo “E” (faixa utilização semelhante) o seu uso se expandiu na indústria em função do seu baixo custo.
  4. Pode ser utilizado em atmosferas a vácuo, inertes ou neutras, oxidantes e redutoras até o limite de 700°C, desde que devidamente protegidos.
  5. Baixo custo relativo, sendo assim é um dos mais utilizados industrialmente.
  6. Tem baixa homogeneidade, devido à dificuldade de obtenção do ferro com alto teor de pureza.
  7. Limite máximo de utilização de 540°C, com elementos nus (ligas expostas, exemplo fio com isoladores cerâmicos) devido à rápida oxidação do ferro. Atmosferas sulforosas nesta condição também não é recomendável.
  8. Pode ser utilizado, ocasionalmente, para temperaturas abaixo de 0°C porém, a possível oxidação nesta condição ocasionam a sua descalibração e consequentemente levam a quebra do ferro, motivo pelo qual o termopar Cobre – Constantan tipo “T” seja mais utilizado em temperaturas negativas.
  9. Limite máximo de utilização em atmosfera oxidante de 700°C, devido à rápida oxidação do ferro.
  10. Utilizar tubo de proteção acima de 480°C.

Aplicações: Centrais de Energia, Metalúrgica, Química, Petroquímica, Indústrias em geral.

Termopar Básico Tipo CrCo “E” Cromel / Constantan

Termopares Básicos: São assim chamados os termopares de maior uso industrial, em que os fios são de custo relativamente baixo e/ou sua aplicação admite um limite de erro maior.

TIPO “E” adotada Norma ANSI Cromel – Constantan

Cr (+) Cromel:
Elemento formado de Níquel 90% e Cromo 10%.

Co (-) Constantan: Elemento formado por Cobre 58% e Níquel 42% (com variações nestes valores dependendo fabricante).

E ‑ adotada pela Norma ANSI / CrCo.

Características:

  1. o seu uso na faixa de 0 a 810°C.
  2. é usado em temperaturas negativas pois o termopar tipo T (CuCo) possui a melhor precisão.
  3. Possui alta estabilidade na f.e.m. (durabilidade) devido a sua resistência à oxidação.
  4. Vulnerável à atmosfera redutora.
  5. Não recomendado o seu uso em vácuo pois perdem as suas características de milivoltagem e descalibram.
  6. Embora possam ser usados em temperaturas negativas e possuem alta milivoltagem nesta faixa de temperatura, os termopares tipo “T” (CuCo) são os mais utilizados pois podem ser usados em atmosferas úmidas e seus limites de erros são muito superiores ao tipo “E”. Além disso as ligas que compõe o termopar tipo “E” são comercialmente mais caras que o do tipo “T”.
  7. Em temperaturas abaixo de 0°C os fios não sofrem corrosão, podendo, assim ser utilizado em temperaturas abaixo de 0°C.
  8. É utilizado em termopilha e em pirômetro de radiação.
  9. Possui alta estabilidade na f.e.m. (durabilidade) devido a sua resistência à oxidação.
  10. Vulnerável à atmosfera redutora.

Aplicações:

Química e Petroquímica.

Termopar Básico Tipo CrAl “K” Cromel / Alumel

Termopares Básicos: São assim chamados os termopares de maior uso industrial, em que os fios são de custo relativamente baixo e/ou sua aplicação admite um limite de erro maior.

TIPO “K” adotada Norma ANSI Cromel – Alumel

Cr (+) Cromel: Elemento formado de Níquel 90% e Cromo 10% (+)

Al (-) Alumel: Elemento formado de Níquel 95% e Alumínio, Manganês e Silício (-).

K ‑ adotada pela Norma ANSI / CrAl.

CA ‑ Adotada pela Norma JIS

NiCr‑Ni ‑ Adotada pela Norma DIN

Características:

  1. Pode ser utilizado em atmosferas inertes e oxidantes.
  2. Pode ser utilizado, ocasionalmente, para temperaturas abaixo de 0°C devido a sua alta resistência a oxidação.
  3. Sua boa resistência à oxidação faz com que seja muito usado em temperatura acima de 520°C.
  4. Em altas temperaturas (entre 800°C a 1.150°C) é mais resistente mecanicamente, do que os termopares de platina tipos “S” e “R”, tendo uma vida útil superior ao tipo FeCo “J”.
  5. Sua mais importante aplicação ocorre na faixa de 700°C à 1.150°C.
  6. Vulnerável em atmosferas sulfurosas, com gases como S02 e H2S, requerendo substancial proteção quando utilizado nestas condições.
  7. Vulnerável em atmosferas redutoras ou de modo alternado oxidante e redutora, requerendo substancial proteção quando utilizado nestas condições.
  8. Em vácuo devido a vaporização rápida do cromo o mesmo não pode ser usado pois este efeito causa a descalibração do termopar.
  9. Em temperatura acima de 800°C ocorre o que chamamos de “green-rot” ou corrosão verde, desde que as ligas estejam sendo usadas sob a forma exposta (exemplo, fio montado com isoladores cerâmicos). A corrosão verde ocasiona a descalibração da liga e é tratada em vídeo exclusivo nestes cursos de termometria.

Aplicações:

Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Usina de Cimento e Cal, Vidros, Cerâmica, indústrias em geral.

Termopar Básico Tipo NicNis “N” Nicrosil / Nisil

Termopares Básicos: São assim chamados os termopares de maior uso industrial, em que os fios são de custo relativamente baixo e/ou sua aplicação admite um limite de erro maior.

TIPO “N” adotada Norma ANSI Nicrosil/ Nisil

Nic (+) Nicrosil:
Elemento formado de Níquel 83%, Cromo 14% e Silício a 3%.

Nis (-) Nisil: Elemento formado por Níquel 95% e Silício 5%.

N ‑ Adotada pela Norma ANSI / Nicrosil Nisil

Características:

  1. Muito embora as tabelas de normas e limites de erro indiquem faixas definidas em laboratório, na prática é recomendável o seu uso na faixa de 0 à 1250°C.
  2. A faixa de uso dos termopares depende exclusivamente das proteções utilizadas nas montagens.
  3. Um termopar relativamente novo e pouco ainda conhecido no meio industrial, porém possui vantagens em relação ao termopar tipo K em altas temperaturas (até 1250°C).
  4. Não apresenta o fenômeno “green-root” observado em termopares tipo K.
  5. Não apresenta o fenômeno de magnetização de liga (comum termopar tipo K).
  6. Possui excelente resistência a corrosão e oxidação.
  7. A sua descalibração ao longo do tempo é menor que o tipo K (drift x tempo).
  8. Não é recomendado o seu uso em atmosferas sulfurosas (presença de enxofre), porém se devidamente montados e protegidos para essa aplicação, podemos utilizá-lo.
  9. Não recomendado o seu em vácuo.
  10. Muito diferente do que é informado os termopares tipo N para substituírem termopares de platina (temperaturas superiores a 1150°C) devem ser cuidadosamente estudados. Embora a norma indique a sua utilização até 1300°C não podemos esquecer que o termopar tipo K pela própria ITS-90 indica seu máximo até 1370°C. O grande diferencial deste termopar é que além da sua liga de elementos que constituem o mesmo, intensificou-se a sua aplicação com bainhas protetoras de Nicrobell, o que faz a sua temperatura suportar limites maiores, porém devemos estudar cuidadosamente os processos de modo a limitar corretamente o seu uso. Hoje existem termopares tipo K também protegidos por Nicrobell justamente por este motivo.

Aplicações:

Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Usina de Cimento e Cal, Vidros, Cerâmica, indústrias em geral.

Termopar Nobre Tipo Pt PtRh10% “S” Platina 100% / Platina 90% Ródio 10%

Termopares Nobres: São aqueles que os pares são constituídos de platina. Embora possuam custo elevado e exijam instrumentos receptores de alta sensibilidade, devido à baixa potência termoelétrica, apresentam uma altíssima precisão, dada a homogeneidade e pureza dos fios termopares.

TIPO “S” adotada Norma ANSI PtPtRh10%

Pt90% Rh10% (+) :
Elemento formado de Platina 90% e Ródio 10% (+).

Pt100% (-) : Elemento formado de Platina 100% (-).

S ‑ adotada pela Norma ANSI / PtPtRh10%.

Características:

  1. Apresenta boa precisão em altas temperaturas embora tenha uma milivoltagem baixa se comparado a outros termopares.
  2. Recomendados para uso em atmosferas inertes e oxidantes em regime contínuo.
  3. Se protegidos adequadamente, podem ser usados em atmosferas redutoras.
  4. No vácuo, apenas por períodos curtos de tempo e devidamente protegidos.
  5. Vapores metálicos são prejudicais e devem ser usados tubos cerâmicos de alta alumina.
  6. Uso em altas temperaturas, não observando uma proteção adequada ou bitola do fio, o rompimento do sensor se dá pelo desgaste dos elementos. Em altas temperaturas a platina fica susceptível à contaminação e grãos são formados ao longo do fio, provocando mudanças na sua calibração e rompimento.
  7. Define a Escala Internacional Prática de Temperatura / IPTS na faixa de 630,74°C (ponto de fusão do antimônio) a 1064,43°C (ponto de fusão do ouro), sendo adotado como padrão nesta faixa.
  8. Mudanças na calibração podem ocorrer pela difusão de Ródio do elemento negativo para o positivo, ou pela volatilização do Ródio (elemento positivo).
  9. A diferença do termopar tipo “S” (PtPtRh10%) e o termopar “R” (PtPtRh13%) além da sua potência termoelétrica menor (Tipo “S” < 10% em relação ao “R”), também temos a resistência mecânica. Quanto maior o nível de Ródio, maior a resistência mecânica do termopar.
  10. Para altas temperaturas (acima de ± 1350°C), devem ser utilizados capilares e tubos protetores de alta alumina (tipo 710).
  11. Normalmente utilizados nas bitolas: 24 AWG (0,51 mm), 27 AWG (0,35 mm) e 30 AWG (0,30 mm).
  12. Devido a sua grande precisão e estabilidade em altas temperaturas, são usados como padrões em laboratórios de calibração. Utilizado como padrão na calibração de outros termopares.
  13. Foi desenvolvido em 1886 por Le Chatelier.
  14. Para altas temperaturas (± 1300°C), devem ser utilizados isoladores e tubos protetores de alta alumina (tipo 710).
  15. Não deve ser utilizado em temperaturas abaixo de 0°C, pois sua curva de f.e.m. x Temperatura varia irregularmente.
  16. Depois de submetido a altas temperaturas (acima 1480°C), para ser utilizado novamente, deve ser aferido.
  17. Com o uso próximo de seu limite de aplicação, a platina pura apresenta crescimento de grão acentuado, tornando‑se quebradiça e isto pode tornar a vida útil do termopar curta, quando aplicado em processos sujeitos a esforços mecânicos (vibração).

Aplicações:

Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Usina de Cimento, Vidros, Cerâmica, e Pesquisa Científica. E utilizado em “Sensores Descartáveis” na faixa de 1200°C a 1768°C, para medição de temperatura de metais líquidos em Siderúrgicas e Fundições.

Termopar Nobre Tipo Pt PtRh13% “R” Platina 100% / Platina 87% Ródio 13%

Termopares Nobres: São aqueles que os pares são constituídos de platina. Embora possuam custo elevado e exijam instrumentos receptores de alta sensibilidade, devido à baixa potência termoelétrica, apresentam uma altíssima precisão, dada a homogeneidade e pureza dos fios termopares.

TIPO “R” adotada Norma ANSI PtPtRh13%

Pt87% Rh13% (+) :
Elemento formado de Platina 87% e Ródio 13% (+).

Pt100% (-) : Elemento formado de Platina 100% (-).

R ‑ adotada pela Norma ANSI / PtPtRh13%.

Características:

a) Define a Escala Internacional Prática de Temperatura / IPTS na faixa de 630,74°C (ponto de fusão do antimônio) a 1064,43°C (ponto de fusão do ouro), sendo adotado como padrão nesta faixa.

b) Apresenta boa precisão em altas temperaturas embora tenha uma milivoltagem baixa se comparado a outros termopares, devido a pureza de seus fios.

c) Recomendados para uso em atmosferas inertes e oxidantes em regime contínuo.

d) Vapores metálicos são prejudicais e devem ser usados tubos cerâmicos de alta alumina.

e) Uso em altas temperaturas, não observando uma proteção adequada ou bitola do fio, o rompimento do sensor se dá pelo desgaste dos elementos. Em altas temperaturas a platina fica susceptível à contaminação e grãos são formados ao longo do fio, provocando mudanças na sua calibração e rompimento, caso não sejam devidamente protegidas.

f) Para altas temperaturas (acima de ± 1350°C), devem ser utilizados capilares e tubos protetores de alta alumina (tipo 710).

g) Normalmente utilizados nas bitolas: 24 AWG (0,51 mm), 27 AWG (0,35 mm) e 30 AWG (0,30 mm).

h) Devido a sua grande precisão e estabilidade em altas temperaturas, são usados como padrões em laboratórios de calibração. Utilizado como padrão na calibração de outros termopares.

i) Os termopares de platina de um modo geral não podem ser usados em atmosferas sulfurosas e se utilizados devem ser cuidadosamente protegidos para evitar a contaminação de seus fios.

j) Mudanças na calibração podem ocorrer pela difusão de Ródio do elemento negativo para o positivo, ou pela volatilização do Ródio (elemento positivo).

k) Se protegidos adequadamente, podem ser usados em atmosferas redutoras.

l) No vácuo, apenas por períodos curtos de tempo e devidamente protegidos.

m) Contaminação dos fios de platina se apenas protegidos por tubos metálicos e não devidamente isolados internamente.

n) A diferença do termopar tipo “S” (PtPtRh10%) e o termopar “R” (PtPtRh13%) além da sua potência termoelétrica menor (Tipo “S” < 10% em relação ao “R”), também temos a resistência mecânica. Quanto maior o nível de Ródio, maior a resistência mecânica do termopar. Desta forma em temperaturas máximas de 1400°C à 1450°C se a posição do termopar for vertical o elemento tipo R é mais indicado que o tipo S. O próprio peso do fio de platina pode fazer com que exista a ruptura do mesmo devido a sua bitola ser extremamente fina. Normalmente acima de 1400°C na prática já não usamos o termopar S em montagens convencionais.

Aplicações: As mesmas do tipo “S”. Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Usina de Cimento, Vidros, Cerâmica, e Pesquisa Científica. E utilizado em “Sensores Descartáveis” na faixa de 1200°C a 1768°C, para medicão de temperatura de metais líquidos em Siderúrgicas e Fundições.

Termopar Nobre Tipo PtRh6% PtRh30% “B” Platina 94% Ródio 6% / Platina 70% Ródio 30%

Termopares Nobres: São aqueles que os pares são constituídos de platina.
Embora possuam custo elevado e exijam instrumentos receptores de alta sensibilidade, devido à baixa potência termoelétrica, apresentam uma altíssima precisão, dada a homogeneidade e pureza dos fios termopares.

TIPO “B” adotada Norma ANSI PtRh6% PtRh30%

Pt70% Rh30% (+):
Elemento formado de Platina 70% e Ródio 30% (+).

Pt94% Rh6% (-): Elemento formado de Platina 94% e Ródio 6% (-).

B ‑ adotada pela Norma ANSI / PtRh6% PtRh30%.

Características:

  1. Define a Escala Internacional Prática de Temperatura / IPTS na faixa de 630,74°C (ponto de fusão do antimônio) a 1064,43°C (ponto de fusão do ouro), sendo adotado como padrão nesta faixa.

  2. Apresenta boa precisão em altas temperaturas embora tenha uma milivoltagem baixa se comparado a outros termopares, devido a pureza de seus fios.

  3. Recomendados para uso em atmosferas inertes e oxidantes em regime contínuo.

  4. Vapores metálicos são prejudicais e devem ser usados tubos cerâmicos de alta alumina.

  5. Uso em altas temperaturas, não observando uma proteção adequada ou bitola do fio, o rompimento do sensor se dá pelo desgaste dos elementos. Em altas temperaturas a platina fica susceptível à contaminação e grãos são formados ao longo do fio, provocando mudanças na sua calibração e rompimento, caso não sejam devidamente protegidas.

  6. Para altas temperaturas (acima de ± 1350°C), devem ser utilizados capilares e tubos protetores de alta alumina (tipo 710).

  7. Normalmente utilizado na bitola: 24 AWG (0,51 mm). Devido serem usados em temperaturas muito altas as bitolas de 27 AWG (0,35 mm) e 30 AWG (0,30 mm) não são aplicadas comercialmente, e nem indicadas para uso.

  8. Devido a sua grande precisão e estabilidade em altas temperaturas, são usados como padrões em laboratórios de calibração. Utilizado como padrão na calibração de outros termopares.
  1. Os termopares de platina de um modo geral não podem ser usados em atmosferas sulfurosas e se utilizados devem ser cuidadosamente protegidos para evitar a contaminação de seus fios.

  2. Mudanças na calibração podem ocorrer pela difusão de Ródio do elemento negativo para o positivo, ou pela volatilização do Ródio (elemento positivo).

  3. Se protegidos adequadamente, podem ser usados em atmosferas redutoras.

  4. No vácuo, apenas por períodos curtos de tempo e devidamente protegidos.

  5. Contaminação dos fios de platina se apenas protegidos por tubos metálicos e não devidamente isolados internamente.

  6. Não pode ser usado em temperaturas abaixo de 100°C uma vez que a sua milivoltagem abaixo desse valor não apresenta consistência para se fazer medições.

  7. Pode ser utilizado em atmosferas inertes, oxidantes e por curto período de tempo em vácuo.

  8. É utilizado em medidas constantes de temperaturas elevadas (acima de 1400°C).

  9. Apresenta melhor estabilidade na f.e.m. e resistência mecânica, do que os tipos “S” a “R” a temperaturas elevadas.

  10. Não necessita de compensação da junta de referência, se a temperatura desta não exceder a 50°C.

  11. Não necessita de cabo de compensação se a temperatura de seus terminais não exceder a 100°C.

  12. Não pode ser utilizado em temperatura inferior a 100°C.

  13. Deve‑se utilizar isoladores e tubos protetores de alta alumina (tipo 710).

Curiosidade: Por serem termopares para uso em altas temperaturas, o grande problema deste termopar nas aplicações é a temperatura no cabeçote de ligação. Por ser um termopar que não usa cabo de compensação (cabo de cobre comum é requerido), não existe compensação e se a temperatura no cabeçote exceder os 100°C erros serão adicionados a sua leitura. Existem empresas que possuem um sistema de resfriamento sobre os cabeçotes; como a temperatura aonde são colocados é alta por irradiação este problema é algo realmente problemático.

Aplicações: Vidro, Siderúrgica, alta temperatura em geral.

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Pontos importantes do Portal Termopares

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Diferenciais do Curso Termometria

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Para esclarecer o portal termopares é um lugar onde encontramos toda teoria sobre sensores de temperatura e de um modo imparcial pois não nos preocupamos com a questão e sim a questão técnica.

Termopares são fios metálicos de materiais diferentes que quando soldados e aquecidos neste ponto, observa-se uma carga em milivolts que se apresenta de modo proporcional a temperatura, e assim são elementos que se assemelham a termo pilhas.

Pontos destaque do Portal Temperatura

Por exemplo, uma questão muito importante: Quais os motivos para consultar sobre sensores de temperatura no Portal Termopares e Temperatura?

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Canal Curso no YouTube – Termopares Termoelementos Básicos de uso industrial

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Portal Termopar e Pt100 uma fonte de consulta e tem Termopares Termoelementos Básicos de uso industrial

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